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Precisando de um bom exemplo para baixar e testar o ILW no Lumina V2? Criamos um passo a passo completo que vai te ajudar a entender, na prática, como utilizar nosso framework de maneira simples e eficiente.

Neste artigo, vamos usar um exemplo real, com dados integrados, workflow configurado e resultado final funcionando. A ideia é que você consiga:

– Baixar o projeto pronto
– Rodar localmente com Docker
– Entender a estrutura básica do ILW no Lumina V2
– Personalizar e expandir com seus próprios dados e fluxos

## O que é o ILW no Lumina V2?

O ILW (Intelligent Learning Workflow) é o framework do Lumina V2 para criação de fluxos inteligentes que combinam:

– Fontes de dados (arquivos, bancos, APIs)
– Estratégias de chunking e indexação
– Modelos de linguagem (LLMs)
– Ferramentas auxiliares (busca, ações, automações)
– Métricas de uso e monitoramento

No Lumina V2, esses componentes são organizados em um workflow visual e declarativo, que pode ser versionado e executado em diferentes ambientes (dev, staging, produção).

Estrutura visual de um workflow ILW dentro do Lumina V2, com nós representando etapas de ingestão, processamento e resposta
Visão geral de um workflow ILW no Lumina V2, conectando fontes de dados, modelos e lógicas de negócio

## Cenário do exemplo

O exemplo que vamos utilizar simula um assistente interno de conhecimento para uma empresa, com:

– Base de documentos institucionais (PDFs, textos, políticas internas)
– Um índice vetorial para busca semântica
– Um modelo de linguagem configurado para responder em português
– Um fluxo de orquestração que recebe a pergunta do usuário, consulta a base e retorna a resposta contextualizada

Esse é um caso muito comum em empresas que querem:

– Centralizar conhecimento interno
– Reduzir tempo de atendimento a dúvidas recorrentes
– Dar mais autonomia para times de operações, CS, vendas e suporte

## Arquitetura do exemplo ILW

O projeto de exemplo segue uma arquitetura simples, mas já alinhada com boas práticas do Lumina V2:

1. **Ingestão de dados**
– Leitura de documentos de uma pasta local
– Normalização (texto limpo, metadados básicos)
– Geração de chunks configuráveis (tamanho, sobreposição)

2. **Indexação**
– Criação de embeddings
– Armazenamento em um índice vetorial
– Organização por coleções e tags

3. **Runtime (execução do workflow)**
– Recebe a pergunta do usuário via API ou interface
– Faz busca semântica no índice vetorial
– Monta o contexto
– Chama o modelo de linguagem com o prompt adequado
– Retorna a resposta e as referências utilizadas

4. **Monitoramento básico**
– Logs dos inputs/outputs
– Medição simples de latência e volume de chamadas

Diagrama simples mostrando o fluxo de dados desde os documentos de origem até a resposta do assistente ao usuário
Fluxo do ILW: ingestão, indexação, consulta e resposta orquestrados em um único workflow

## Pré-requisitos para rodar o exemplo

Antes de baixar e rodar o projeto, verifique se você tem:

– Docker e Docker Compose instalados
– Acesso ao Lumina V2 (chave de API ou credenciais de ambiente)
– Git instalado para clonar o repositório (opcional, se você preferir baixar o .zip)

Recomendamos um ambiente com pelo menos:

– 4 GB de RAM livres
– Conexão estável com a internet (para baixar imagens e dependências)
– Acesso para rodar containers Docker

## Baixando o projeto de exemplo

1. Acesse o repositório oficial de exemplos do Lumina V2 (link fornecido pela equipe ou documentação).
2. Localize o projeto com o nome semelhante a:
`lumina-v2-ilw-example-knowledge-base`
3. Baixe o projeto em formato `.zip` ou use:

bash
git clone https://seu-repositorio/lumina-v2-ilw-example-knowledge-base.git
cd lumina-v2-ilw-example-knowledge-base

4. Verifique a estrutura de pastas, que deve ser próxima de:

bash
.
├── docker/
├── ilw/
│ ├── workflows/
│ ├── configs/
│ └── data/
├── src/
├── .env.example
└── README.md

## Configurando variáveis de ambiente

Dentro do diretório do projeto:

1. Copie o arquivo de exemplo de ambiente:

bash
cp .env.example .env

2. Edite o arquivo `.env` com suas credenciais, por exemplo:

env
LUMINA_API_KEY=xxxxxxxxxxxxxxxx
LUMINA_ENV=dev
VECTOR_DB_URL=http://vector-db:8080

3. Ajuste também valores como:

– Nome do índice vetorial
– Idioma padrão das respostas
– Modelo de linguagem a ser utilizado (ex.: `gpt-4`, `gpt-4o`, ou modelo interno)

## Subindo o ambiente com Docker

Com o `.env` configurado, basta subir os serviços:

bash
docker compose up -d

O `docker-compose.yml` do projeto geralmente inclui:

– Serviço do ILW (orquestrador / runtime)
– Serviço de banco vetorial (quando não gerenciado externamente)
– Serviços auxiliares (web, monitoramento, etc., dependendo do exemplo)

Para verificar se está tudo rodando:

bash
docker compose ps

Você deve ver os containers em estado `running`.

## Carregando os dados de exemplo

O projeto vem com uma pasta de dados pré-configurada, normalmente em algo como:

bash
ilw/data/input/

Ela inclui documentos fictícios ou anonimizados, como:

– Políticas internas
– FAQs
– Guias de uso de ferramentas
– Procedimentos operacionais

Para rodar o processo de ingestão e indexação:

bash
docker compose exec ilw-service python -m ilw.ingest

Esse comando:

– Lê os arquivos da pasta de entrada
– Gera chunks
– Cria embeddings
– Popula o índice vetorial

Você verá logs indicando quantos documentos foram processados e quantos vetores foram gravados.

## Executando o workflow ILW

Com os dados indexados, você já pode interagir com o workflow. Normalmente, o projeto expõe uma API HTTP, por exemplo em:

bash
http://localhost:8000

Um endpoint comum é algo como:

bash
POST /ilw/ask

Enviando um JSON:

json
{
“question”: “Quais são as diretrizes para trabalho remoto na empresa?”,
“user_id”: “usuario_teste_01”
}

O serviço executará o workflow:

1. Recebe a pergunta
2. Consulta o índice vetorial
3. Monta o contexto relevante
4. Chama o modelo de linguagem
5. Devolve uma resposta estruturada, por exemplo:

json
{
“answer”: “As diretrizes para trabalho remoto incluem horários de disponibilidade, política de equipamentos e regras de segurança de informação…”,
“sources”: [
{
“document”: “politica_trabalho_remoto.pdf”,
“page”: 3
},
{
“document”: “manual_funcionario.pdf”,
“page”: 10
}
],
“metadata”: {
“latency_ms”: 1243,
“model”: “gpt-4o”
}
}

## Entendendo o workflow no Lumina V2

Dentro da pasta `ilw/workflows/` você encontrará arquivos de definição do workflow, geralmente em formatos como YAML ou JSON. Neles você verá algo como:

– Nós de:
– `input` (entrada do usuário)
– `search` (consulta ao índice)
– `llm` (modelo de linguagem)
– `post-process` (tratamento final da resposta)
– Configurações de:
– Quantidade de documentos a recuperar
– Tamanho máximo do contexto
– Instruções de sistema para o modelo

Interface visual do editor de workflow ILW mostrando nós conectados representando etapas do fluxo
Editor visual do workflow ILW no Lumina V2, permitindo ajustes sem precisar alterar código-fonte diretamente

Essa estrutura facilita:

– Evoluir o fluxo sem grandes refatorações
– Criar variações do mesmo workflow (por time, idioma ou produto)
– Versionar e auditar mudanças

## Personalizando o exemplo

Com o exemplo rodando, você pode começar a adaptá-lo para a sua realidade. Algumas sugestões:

1. **Substituir os documentos de exemplo pelos seus**
– Apague ou mova os arquivos de `ilw/data/input/`
– Adicione seus PDFs, DOCXs ou arquivos de texto
– Rode novamente o processo de ingestão

2. **Ajustar a estratégia de chunking**
– Mexa no tamanho máximo dos trechos
– Ajuste sobreposição
– Teste diferentes granularidades de contexto

3. **Personalizar o prompt do modelo**
– Defina tom de voz
– Especifique como o modelo deve citar fontes
– Inclua instruções sobre o que fazer quando não houver informação suficiente

4. **Conectar a uma interface própria**
– Criar um frontend simples em React, Vue ou outro framework
– Integrar com um chat interno (Slack, Teams, etc.)
– Expor um endpoint autenticado para outros serviços internos

## Boas práticas ao usar o ILW

Alguns cuidados importantes ao levar esse tipo de solução para ambientes reais:

– **Governança de dados**
Garanta que a base de conhecimento não contenha dados sensíveis ou que estejam fora da política de privacidade e segurança da empresa.

– **Avaliação contínua**
Crie um processo de revisão de respostas, especialmente nas primeiras semanas, para calibrar prompt, chunking, fontes e modelos.

– **Observabilidade**
Monitore:
– Volume de perguntas
– Temas mais buscados
– Taxa de “não sei”
– Casos em que o modelo alucina ou responde de forma imprecisa

– **Iteração rápida**
Use o próprio ILW como um espaço de experimentação: crie versões A/B, compare modelos, teste alterações de contexto e instrutivos.

## Debug e troubleshooting

Caso algo não funcione como esperado, verifique:

1. **Containers**
– Use `docker compose logs -f` para ver logs em tempo real.
– Verifique se o serviço de banco vetorial está acessível.

2. **Configurações de ambiente**
– Confirme se `LUMINA_API_KEY` está correta.
– Veja se não há conflito de portas (especialmente 8000, 8080, etc.).

3. **Dados de entrada**
– Confira se há arquivos na pasta de ingestão.
– Certifique-se de que o script de ingestão foi executado com sucesso.

4. **Permissões e rede**
– Em ambientes corporativos, veja se proxy ou firewall não estão bloqueando downloads ou chamadas externas.

## Próximos passos

Depois de dominar esse exemplo básico, você pode:

– Criar múltiplas coleções de conhecimento (por área da empresa)
– Integrar o ILW a fluxos de aprovação de conteúdo
– Adicionar ferramentas avançadas (consultas a bancos relacionais, execução de códigos, automações)
– Explorar modelos alternativos (abertos, fechados, híbridos)

O objetivo desse exemplo é servir como ponto de partida: algo simples de rodar, fácil de entender e pronto para ser expandido. Com ele funcionando, você já tem a base necessária para desenhar soluções de IA realmente úteis e alinhadas à realidade do seu negócio usando o Lumina V2 e o ILW.

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